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Category "Ferramentas"

Os 17 crimes de Bolsonaro: movimentos populares registram novo pedido de impeachment

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Fonte https://www.brasildefato.com.br/2020/07/14/movimentos-sociais-apontam-17-crimes-em-pedido-de-impeachment-contra-bolsonaro

Movimentos sociais protocolam nesta terça-feira (14), um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados. No documento, as entidades apresentam 17 possíveis crimes cometidos pelo capitão reformado. 

Para as organizações, desde o início do mandato, Bolsonaro “vem incidindo, de maneira grave, reiterada e sistemática em ofensas à Constituição da República. Ao adotar esse padrão de desrespeito à supremacia incontrastável do texto constitucional, o mandatário parece apostar na tolerância e naturalização de tais violações”. 

Ainda segundo a justificativa das organizações, ao cometer os crimes listados, o presidente aposta na desconstrução de um projeto democrático iniciado a partir de 1988, com o estabelecimento da Constituição Federal atual.

Para as organizações, isso acaba “ocasionando graves violações de direitos humanos em diversos matizes e pondo em marcha severas ameaças à vida, à saúde, à integridade física, à higidez ambiental e à segurança alimentar de milhões de brasileiros”. 

Improbidade administrativa

De acordo com os movimentos, é possível imputar a Bolsonaro o crime de improbidade administrativa, uma vez que sua atuação no governo vai contra “os princípios que norteiam a administração pública”, previstos no artigo 37 da Constituição, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 

Nesse ponto, os movimentos sociais descrevem de maneira detalhada algumas das atitudes de Bolsonaro que se enquadram nesses princípios, como as suas declarações de apologia à violência e à ditadura militar, como “o seu lamento perverso segundo o qual a cavalaria brasileira não teria sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios; a sugestão, ao afirmar que algumas mulheres não mereceriam ser estupradas por serem feias; o desabafo de que preferiria ver seu filho morto do que saber que ele era homossexual; a alegação de que Carlos Alberto Brilhante Ustra, o mais célebre e doentio torturador da ditadura militar brasileira, seria um herói a ser homenageado”.

Ainda nesse ponto, as entidades citam os ataques de Bolsonaro à imprensa aos críticos de sua gestão, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), ao participar de manifestações que pediam o fechamento dessas instituições.

Também relembram a incapacidade do governo em gerir a pandemia de covid-19, o que fica expresso pela ausência de um plano nacional de enfrentamento ao novo coronavírus, pelas declarações de Bolsonaro que minimizam a gravidade da doença e pelo tratamento beligerante negligenciando a situação das populações tradicionais.

Crime de responsabilidade na área ambiental

Segundo os movimentos, o denunciado tem estabelecido um “processo de desarticulação dos principais mecanismos de defesa ambiental e incentivado uma destruição sem precedentes do patrimônio ecológico brasileiro”, o que ficou evidente logo no início do governo, quando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonerou 21 dos 27 superintendentes regionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Isso “inevitavelmente implicou descontinuidade das políticas ambientais levadas a cabo até então”.

As organizações também citam o ritmo inédito e acelerado de liberação de agrotóxicos sob o governo Bolsonaro. De acordo com o Ministério da Agricultura, em 2019, o Brasil atingiu o recorde de pesticidas liberados: 503 registros, um aumento de 12% em relação ao ano anterior.

Violações na área cultural

Os movimentos citam, nesta temática, a extinção do Ministério da Cultura (MinC) por meio da Medida Provisória nº 870/2019, iniciando uma verdadeira marcha ideológica de perseguição a projetos culturais que pudessem representar críticas ao Poder Executivo ou transmitir valores diversos daqueles defendidos pela base de apoio do ora denunciado”.

Outro momento em que as organizações evidenciam tal violação foi quando, em agosto de 2019, Bolsonaro criticou o financiamento público de produções relacionadas à temática LGTBI+, o que ameaçou o próprio funcionamento da Agência Nacional de Cinema (Ancine) em caso de suspensão da “liberação de recursos para essa modalidade de produções”. 

Nessa toada, Bolsonaro demitiu o então secretário especial da Cultura Henrique Medeiros Pires, que, após a sua saída, acusou o governo de censura: “Para mim, isso tem nome: é censura. Se eu estiver nesse cargo e me calar, vou consentir com a censura. Não vou bater palma para este tipo de coisa. Eu estou desempregado. Para ficar e bater palma pra censura, eu prefiro cair fora”. 

Violação dos direitos da população negra e das comunidades quilombolas

Neste ponto, as organizações afirmam que Bolsonaro emprega práticas criminosas ao proferir declarações e promover medidas discriminatórias, o que gera uma “forte repercussão na sociedade, perceptível no aumento dos discursos de ódio no país, assim como das ideologias nacionalistas violentas e as ideologias da superioridade racial que incitam violência contra os afro descendentes”. 

Entre os exemplos, as entidades citam a fala de Bolsonaro, ainda em 2017, em um evento realizado no Clube Hebraico, em São Paulo, quando se referiu a quilombolas, com termos como “arrobas” e “procriar”, igualando-os a bichos. Em 8 de maio do mesmo ano, o atual presidente disse, em entrevista à RedeTV! que “essa coisa do racismo, no Brasil, é coisa rara. O tempo todo jogar negro contra branco, homo contra hétero, desculpa a linguagem, mas já encheu o saco esse assunto”.

Um exemplo representativo de todas essas declarações foi a nomeação de Sérgio Nascimento de Camargo para presidente da Fundação Cultural Palmares, para quem não existe racismo no Brasil e a escravização teria sido “benéfica para os descendentes”. 

A atuação “criminosa” de Camargo na Fundação também ficou explícita com a censura de biografias de lideranças negras do site da instituição. Na época ele afirmou que, quando tomou posse, determinou “a retirada de lista de personalidades q (sic) homenageia, entre outros, Benedita da Silva e Marielle, ícones da esquerda vitimista. (…) Personalidades negras destituídas de mérito e nobreza não serão homenageadas na minhas gestão”.

Violação dos direitos dos povos indígenas

As organizações também citam a atuação do governo Bolsonaro frente aos direitos dos povos indígenas, sendo eleito com a promessa de “não demarcar nenhum centímetro de terra indígena e quilombola”. Para as entidades, isso fica explícito na Medida Provisória n. 870, que estabeleceu a reorganização dos ministérios. 

Com a MP, o governo transferiu a atribuição de identificar, delimitar, demarcar e registrar as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), encabeçado pela ruralista Teresa Cristina, “cuja família tem um histórico conflito de terra com os Terena no Mato Grosso do Sul”. 

Segundo os movimentos sociais, “ficou flagrante o desvio de finalidade ao transferir para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a atribuição para decidir o que será ou não terra de ocupação tradicional. Não é preciso muito esforço intelectual para concluir que tal transferência visou nitidamente a acatar reivindicação da classe ruralistas”, afirmam. 

Ainda, para as organizações tal desvio está “em flagrante violação aos princípios da impessoalidade e finalidade, fundamentos da administração pública de acordo com o disposto no art. 37 do texto constitucional”.

Violação dos direitos individuais e coletivos dos trabalhadores

Os movimentos sociais justificam esse ponto com base em uma série de declarações e medidas tomadas por Bolsonaro. Entre elas, a fala do presidente referente à existência da Justiça do Trabalho: “Qual país do mundo que tem (a Justiça do Trabalho)? Ela tem que ser a justiça comum. Poderíamos fazer, está sendo estudado. Havendo o clima, nós podemos discutir essa proposta e mandar para frente”. Da mesma maneira, citam a Medida Provisória nº 881, de abril de 2019, conhecida como MP da Liberdade Econômica, que criou mecanismos que, segundo os movimentos, “dificultam” a fiscalização e autuação fiscal.

Na mesma toada, afirmam que medidas “ultraliberais” e “extremadas” como as tais “além de aprofundarem em demasia a linha desconstrutiva de direito e de acesso à Justiça, (…) trouxeram um elemento novo e corrosivo para o equilíbrio das relações trabalhistas e para o respeito ao Direito Constitucional do Trabalho: o esvaziamento e a implosão de instituições responsáveis pela fiscalização de condições de trabalho e promoção do cumprimento dos direitos sociais”.

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DATE: jul 14, 2020
AUTHOR: admin

Novo trem-bala do Japão tem bateria para continuar se locomovendo em caso de desastre natural

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Fonte https://gizmodo.uol.com.br/novo-trem-bala-japao-bateria/

trem bala wikipedia 768x432 - Novo trem-bala do Japão tem bateria para continuar se locomovendo em caso de desastre natural

Os trens-bala do Japão são possivelmente a forma de transporte mais pontual do mundo e a maneira mais segura de atingir velocidades acima de 300 quilômetros por hora sem sair do solo. A versão mais recente, o N700, que roda na linha Shinkansen, entre Tóquio e Osaka, também é a primeira a ter uma bateria reserva para manter o trem funcionando em caso de desastre natural.

Devido ao seu tamanho e proximidade ao Oceano Pacífico, o Japão é regularmente sujeito a desastres naturais devastadores, incluindo terremotos, tufões e tsunamis. Tais ocorrências são tão comuns que todo o país leva em consideração a preparação para desastres em sua infraestrutura, e isso agora inclui seus icônicos trens-bala.

O N700S Shinkansen (o “S” significa Supreme) é a primeira grande atualização da série N700 em 13 anos e inclui principalmente melhorias projetadas para tornar a viagem mais confortável para os passageiros.

O modelo foi pensado para os Jogos Olímpicos de 2020, que acabaram adiados para 2021 por causa da pandemia de COVID-19. O N700S entrou oficialmente em operação em 1º de julho e, embora tenha atingido uma velocidade máxima de 360 ​​quilômetros por hora durante os testes realizados no ano passado, ele chega a no máximo 285 quilômetros por hora com passageiros.

Em termos de conforto, ele conta com assentos que se reclinam mais para quem quer dormir, tomadas elétricas para todos os passageiros e iluminação especial nos compartimentos superiores das bagagens, que ajuda a lembrar de retirar as malas durante o desembarque.

Outra mudança deve passar despercebida para os passageiros. O nariz foi reprojetado para melhorar a aerodinâmica e reduzir a quantidade de barulho que o trem faz ao passar longe das grandes cidades. Um novo sistema de suspensão ativo também promete tornar as viagens mais suaves, absorvendo possíveis solavancos — também não é como se esses trens estivessem correndo por estradas de terra. Enquanto isso, um novo sistema de freios reduz a distância de parada do trem em caso de emergência.

A atualização mais notável do N700S é algo que esperamos que nunca precise ser usado, mas, dada a história do Japão, será um recurso bem-vindo durante futuros desastres naturais. O N700S é o primeiro trem-bala a carregar seu próprio sistema de reserva de bateria que serve não só para alimentar a iluminação de emergência.

No caso de o trem perder energia externa, ele pode continuar se locomovendo caso tenha parado em um local perigoso para a saída dos passageiros, como em um túnel ou em uma ponte. Não será capaz de atingir a velocidade máxima de 285 km/h, mas poderá se deslocar lentamente com um alcance muito menor, mas suficiente para garantir que os passageiros nunca fiquem presos.

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DATE: jul 14, 2020
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26 escritores que participarão do 4º Flipop

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Fonte http://www.listasliterarias.com/2020/07/26-escritores-que-participarao-do-4.html

Começa no próximo dia 9 e segue até 12 de julho a quarta edição da Flipop, o Festival de Literatura Pop organizado pela Editora Seguinte. Neste ano a edição toda será on-line com transmissão no canal da editora. Além da gratuidade do evento, outro atrativo serão os sorteios que serão realizados, para participar se deve preencher o formulário. Neste post confira os nomes que participarão do evento:
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DATE: jul 14, 2020
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Buried Stars será lançado para o Switch em 30 de julho; Trailer de gameplay

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Fonte https://switch-brasil.com/buried-stars-sera-lancado-para-o-switch-em-30-de-julho-trailer-de-gameplay/

Buried Stars Scrn13072020 1 - Buried Stars será lançado para o Switch em 30 de julho; Trailer de gameplay

Visual novel com temática de “comunicação x sobrevivência”, Buried Stars será lançada para o Nintendo Switch e PlayStation 4 em 30 de julho ao redor do mundo, de acordo com anúncio feito pela editora LINE Games juntamento com a desenvolvedora Studio LARGO para o site Gematsu.

O jogo contará com suporte ao japonês e coreano na dublagem, além do inglês, japonês, coreano e chinês como opções de idioma para as legendas.

Confira uma visão geral de Buried Stars, via LINE Games:


sobre o

jogo

Buried Stars é um jogo de aventura e sobrevivência desenvolvido pela Studio LARGO, da LINE Games.

A história começa quando o estágio de um programa de audição de sobrevivência cai de repente e enterra as estrelas pop participantes e vários membros da equipe. Para encontrar uma saída, o jogador precisa se comunicar intensamente com os sobreviventes, coletando pistas estudando suas reações a partir de uma série de conversas e procurando evidências deixadas nos feeds das mídias sociais.

Na jornada para desvendar os segredos sombrios de cada personagem e a verdade por trás do acidente, o jogo se concentra profundamente na psicologia dos personagens e nas complexas relações humanas. As decisões e ações do jogador durante o jogo afetam a narrativa e levam a diferentes finais. A chave para alcançar o fim do jogo é gerenciar o equilíbrio emocional sutil do personagem principal.

O jogo é ilustrado com obras de arte estelares que mesclam perfeitamente personagens em estilo de anime 2D com fundos em 3D e apresentam design de som atmosférico para aumentar a sensação de suspense e drama.

Assista ao novo trailer de gameplay avaixo.

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DATE: jul 14, 2020
AUTHOR: admin

Elefante-marinho rouba a cena entre surfistas e banhistas em praia do Rio (VÍDEO)

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Fonte https://br.sputniknews.com/brasil/2020071415829538-elefante-marinho-rouba-a-cena-entre-surfistas-e-banhistas-em-praia-do-rio-video/

Um elefante-marinho foi a grande atração entre os cariocas presentes nesta segunda-feira (13) na praia do Arpoador, na zona sul do Rio de Janeiro. O animal permaneceu nadando por cinco minutos entre os presentes, roubando a cena.

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DATE: jul 14, 2020
AUTHOR: admin

A vida é dura. 10 considerações sobre O cheiro do ralo, de Lourenço Mutarelli ou uma ode ao cu

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Fonte http://www.listasliterarias.com/2020/07/a-vida-e-dura-10-consideracoes-sobre-o.html

O blog Listas Literárias leu O cheiro do ralo, de Lourenço Mutarelli publicado pela Companhia das Letras; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:
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1 – O cheiro do ralo é a estreia de Lourenço Mutarelli na literatura, após já consolidada sua premiada carreira nos quadrinhos. Neste romance as marcas que se verão nas obras posteriores do autor, marcadas por uma realismo que descamba sempre para o mundano, insólito, surreal e sempre muito, muito escatológico. A sujeira da vida comum que impregna a alma de seus personagens, habitantes do absurdo e testemunhas da degradação;
2 – No livro o narrador é um sujeito carregado de camadas e camadas de profundidade. Um cínico que passa a viver sob a égide de certa misantropia. Um duplo mal composto sempre lembrado como o cara do comercial do Bombril. Um antiquário que nos narra as estranhas figuras que adentram seu estabelecimento;
3 – Marcado pela alegoria e pela metáfora, o sujeito, de visões e conceitos endurecidos acerca do existir, com malícia e pouca empatia vai desfilando frente ao leitor uma certa quantidade de personagens que lhe batem à porta com suas quinquilharias, dramas, histórias, e vasta necessidade por algum dinheiro. E o narrador bem sabe aproveitar-se dessas dores, de modo que sua postura carregará em grande parte ecos de um naturalismo sempre em voga em nossa literatura. As relações de poder estão postas e ele não se roga das prerrogativas que o dinheiro lhe possibilita;
4 – Entretanto, se aparentemente temos diante de nós uma detestável figura, como às pencas andam por aí, seria errôneo olharmos tão somente para as desvirtudes deste narrador, egoísta, misantropo, aproveitador, entre outros adjetivos possíveis. Trata-se de uma alma em conflito, uma alma que absorve e devolve o mau cheiro. O romance, focado no ralo do banheiro de sua loja, por onde saem os piores fedores, mais do que uma metáfora, propõe um jogo em que em determinado momento o ralo e a alma do sujeito tornam-se a mesma coisa. E aí está seu potencial, pois que, ao não saber se o ralo apodrece sua vida ou se sua vida apodrece o ralo demonstra que nele há qualquer crise, algo em sua consciência parece tentar apontar para algum caminho;
5 – Isso demonstra já algo que se verá em muitos trabalhos do autor na literatura. Certa crise existencialista, certa incompreensão dos homens e das sociedades. Tudo parece ruir, pender ao escatológico, às podridões. Ética e comportamentos adentram suas narrativas, do mesmo modo que um gigantesco temor pela morte de um Deus. Alguns romances de Mutarelli invariavelmente serão marcados pela dúvida, uma lutra dura travada dentro de si entre acreditar ou não em algo. Isso será um tanto mais nítido no desfecho da narrativa que ao seu modo flerta com o fantástico ao mesmo tempo que dialoga com as bases do realismo na literatura nacional;
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6 – Tudo isso feito com linguagem cirúrgica. É interessante olharmos para alguns narradores de Mutarelli. Uma narrativa em primeira pessoa que a seu modo é também dialogal. Os diálogos, contudo, sempre à boca de seu narrador-protagonista, o que, claro, tem todas as suas implicações. Diálogos curtos, cambiantes e muitas vezes cujas fronteiras se avançam. Sempre frases curtas, diretas, precisas e, acima de tudo, banhadas na oralidade das vidas comuns;
7 – Todavia, é preciso ponderar sobre essas vidas comuns. São de fato os personagens possibilidades concretas e verossímeis das paisagens urbanas. Especialmente das paisagens mais caídas e decrépitas. Contudo, as tintas de Mutarelli pendem ao hiper-real, a um realismo potencializado em suas estranhezas. A cada abrir de porta, uma figura estranha, com histórias estranhas. O narrador as torna ainda mais estranhas, lhes dá caráter de regra, não de exceção, a viciada em craque, os endividados, as putas, etc… é um grande desfilar de vidas miseráveis a desfilar pelo antiquário, onde todas as devassidões e “pecados” serão vividos e testados;
8 – Aliás, a esta altura temos de tratar da metáfora mais visível, da obsessão mais presente [a bem da verdade essa é uma obsessão que se repetirá noutros romances do autor], o cu. Em determinado momento o livro inclusive fala em odes ao cu, talvez justiça a este orifício quase que patrimônio cultural de uma nação, presença nas mais diferentes ferramentas do imaginário nacional. Se diz-se que é um romance sobre o ralo, não seria exagero dizer que é também um romance sobre o cu. Todos os cus. Ou um cu mais específico. Rosebud. Afinal, a obsessão do narrador pela bunda de uma garçonete é o que alimenta a trama do princípio ao fim. Tudo passa por aquela bunda, por aquele cu. E essa é uma fixação bastante recorrente em sua obra que merece mais atenção;
9 – É ainda, talvez, narrativa do desencanto. O escracho, o abuso do surreal pintado de hiper-real, tudo isso converge para certo olhar desencantado do narrador para com a existência. É um careca selvagem vivendo sob as regras de Darwin. Neste sentido, também revelador sua relação com a boa alma, o homem da caneta. Em seu cinismo e sua arrogância, bem sabe o narrador que seu modo de viver é o do mais forte, como assim bem sabe que as boas pessoas ainda que prometam, não serão capazes de cumprir suas maldições e ameaças. O desfecho, do modo que vem, só reforça isto, e nesse caso mostra seu engano ao se esquecer das potencial pessoas más que tratara mal também; 
10 – Enfim, O cheiro do ralo é destas obras contemporâneas que temos de ler. Mutarelli é capaz de dar vida aos mais estranhos personagens, mas ao fazê-lo nos apresenta um mundo sem mediação. Mais próximo da dura existência real. Talvez por isso, hiper-real, ainda que muitas vezes nos questionemos da surrealidade dos acontecimentos. Ler o romance é um mergulho na fragilidade de nossas condutas, uma experiência radical no abjeto, no escatológico, onde a despeito das tantas mediações, a depravação e as taras afloram e conduzem as vidas.
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DATE: jul 14, 2020
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Os 5 melhores running backs da última década 🏈

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Fonte http://profootball.com.br/proclub/os-5-melhores-running-backs-da-ultima-decada/

adrianpeterson 100x100 - Os 5 melhores running backs da última década 🏈

Finalizando nosso top 5 da última década, classificamos agora os running backs dentre esse período. Ao longo da semana, elegemos não apenas os rankings posicionais como também fatos marcantes, como melhores jogos, times, trocas e momentos, finalizando hoje com quarterbacks e corredores. Em alguns casos, os jogadores tiveram passagens por mais times do que os listados, porém, não foram marcantes ou produtivas a ponto de serem lembradas aqui. Enfim, vamos ao top 5 de running backs. *** O resto do […]

O post Os 5 melhores running backs da última década 🏈 apareceu primeiro em Pro Football: NFL no Brasil com Notícias e Opinião.

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DATE: jul 14, 2020
AUTHOR: admin